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CincoLusosOceanos



Sábado, 22.06.13

O Hyper Cluster Do Mar E A ZEE De Portugal

 

 


"Se esta evolução da economia portuguesa é decepcionante, o facto de

ela ser semelhante à que se encontra nas economias europeias (União

    Europeia a quinze) indica que já não é provável que o espaço económico

europeu possa ser um estímulo de recuperação e de convergência para a

economia portuguesa."
"in O Poder Do Mar E O Desenvolvimento Económico,

XI Simpósio de História Maritima, Dr. Joaquim Aguiar.

 

Mas Não devia ser assim. Está tudo praticamente está delineado desde que Ernâni Lopes estabeleceu a necessidade de se ter um motor na nossa economia, que fosse suficientemente duradouro, e ao mesmo capaz de nos colocar ao por muito tempo, na senda de um ciclo de desenvolvimento longo de forma sustentada, e simultaneamente servisse como agente mobilizador e agregador para o País.

Dizia ele sempre:

“O mar é o único domínio com carácter identitário … O mar não é só para tirar, extrair valor, é um elemento que nos define, que nos dá identidade.

Para Portugal a vocação Atlântica é o resultado do Carácter Identitário Do Mar.

Em termos históricos, a vocação atlântica está no Atlântico Médio (polígono: Portugal Continental, Madeira, Açores, Brasil, Angola, S. Tomé e Príncipe, Guiné e Cabo Verde): um espaço enorme que fala português.

A vocação atlântica nasce aqui… A nossa vocação atlântica, do ponto de vista geopolítico, é onde vamos clarificar o futuro de Portugal … Se o não fizermos, Portugal não tem papel”.[1]

Foi essa visão abrangente, que foi atualizando e burilando ao longo dos anos, e de que ia falando sempre que se proporcionava ensejo nos anos subsequentes, foram anos a trabalhar e insistir nisso[2].

Mas já em 1997 Portugal tinha ratificado a CNUDM[3] e em 1998 a Comissão Mundial Independente para os Oceanos, no âmbito da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), e aprova o relatório «O Oceano: nosso futuro[4]».
 

Comissão essa liderada por Portugal e presidida por Mário Soares, e também por proposta de Portugal essa comissão apresentada à Assembleia Geral das Nações Unidas a proposta de comemoração em 1998 de «O Ano Internacional dos Oceanos» nesse ano teve ainda lugar a Exposição Mundial de Lisboa (Expo 98) subordinada ao tema «O Oceano, um património para o futuro», e a criação do Programa Dinamizador das Ciências e Tecnologias do Mar, assim como a Comissão Oceanográfica Intersectorial, da Comissão Interministerial para a Delimitação da Plataforma Continental (CIDPC) cuja direção executiva foi cometida ao Diretor Geral do Instituto Hidrográfico, e posteriormente O XIII governo elabora o Livro Branco para a Politica Maritimo-Portuaria[5] em 1999 a cargo do Dr. João Cravinho. Em 2003, No XX governo foi criada a Comissão Estratégica dos Oceanos (CEO), sendo encarregue o Dr. Tiago Pita e Cunha da coordenação dessa comissão para elaborar um relatório conforme a resolução do Conselho de Ministros 81/2003 de 17 de Julho de 2003 a saber:

  • Valorizar a importância estratégica do Mar para Portugal;
  • Dar prioridade a assuntos do Oceano e projetar internacionalmente essa prioridade;

 

  • Prosseguir uma gestão sustentada das zonas marítimas sob jurisdição nacional, com vista a tirar pleno partido das suas potencialidades económicas, políticas e culturais.

A 22 de Outubro de 2003 Ernâni Lopes apresentou o tema «O Mar no Futuro de Portugal – Uma Abordagem Estratégica»[6] Na conferência inaugural do simpósio especial da Academia Marinha subordinado a “O Mar No Futuro De Portugal”. E, a 10 de Março de 2004, apresentou, no Palácio da Bolsa, no Porto, o “Hypercluster Da Economia Do Mar”[7] Englobando a nossa ZEE e todos os sectores para o relançamento da nossa economia, pondo-os a funcionar em conjunto.

O Relatório da Comissão Estratégica dos Oceanos (CEO) intitulado «O Oceano, Um Desígnio Nacional Para O Século XXI»[8] Coordenada pelo Dr. Tiago Pitta e Cunha é apresentado a 15 de Março de 2004, e corrobora tudo o que já vinha a ser dito e recomendado pelos vários intervenientes anteriores e consubstancia os objetivos estipulados no Conselho de Ministros 81/2003, já aludido, recomendando os seguintes objetivos:

1º “Valorizar a Associação de Portugal ao Oceano Como Fator de Identidade”

2º “Assegurar o Conhecimento e a Proteção do Oceano 3º “Promover o Desenvolvimento Sustentado das Atividades Económicas 4º “Assumir Internacionalmente uma Posição de Destaque nos Assuntos do Mar 5º “Construir uma Estrutura Institucional Moderna na Gestão do Oceano

 

Salientando: … «O crescente papel dos Oceanos nas sociedades do futuro é absolutamente crítico para um país como Portugal.

Por esta razão, uma aposta nacional no Oceano fará tanto sentido e será tanto mais oportuna, quanto mais cedo for posta em prática.

 

Eleger os Oceanos, simultaneamente, como área de especialização e como fator de reforço de identidade é, pois, praticamente, um imperativo nacional.

 

Nenhum outro tema pode fazer de Portugal, com tanta naturalidade e com tanta eficácia, um país pertinente no quadro global, e no cenário europeu em particular.

 

É neste contexto que proclamamos claramente a Visão de que: ”Um Oceano, saudável, sustentável e seguro é o principal activo físico e sócio-cultural de Portugal”»

 

Assumindo como Missão: “Destacar Portugal como uma nação marítima da União Europeia”

E, Valorizar a Associação de Portugal ao Oceano como fator de Identidade, assegurando a Proteção e o Conhecimento do Oceano, e promovendo o Desenvolvimento Sustentado de Atividades Económicas assumindo uma Posição de Destaque e de Especialização em Assuntos do Oceano, construindo uma Estrutura Institucional Moderna de Gestão do Oceano estabelecendo os Princípios Enformadores de uma Estratégia Nacional para o Oceano[9] detalhando-se também em pormenor cada um dos componentes.

A sociedade civil, através da Associação Comercial de Lisboa reuniu um grupo de 80 empresas para começar a por em prática o Cluster do Mar, incumbindo do estudo a SaeR, gerida na altura pelo saudoso Prof. Ernâni Lopes, tendo resultado disso o completíssimo e detalhado trabalho sobre: “O Hypercluster[10] da Economia do Mar - Um domínio de potencial estratégico para o desenvolvimento da economia Portuguesa”[11] apresentado em 17 de Fevereiro de 2009 Logo ali foram apontada a necessidade de ser constituído os Planos de Ação e um Master Plan operativo detalhado para os seguintes clusters[12]:

  1. Portos, Logística e Transportes Marítimos.
  2. Construção e Reparação Navais
  3. Náutica de Recreio e Turismo Náutico.
  4. Obras Marítimas
 
 

 

  1. Pesca, Aquicultura e Indústria de Pescado.
  2. Investigação Científica, Inovação e Desenvolvimento
  3. Visibilidade, Comunicação e Imagem/Culturas Marítimas
  4. Ensino e Formação
  5. Produção de Pensamento Estratégico
  6. Defesa e Segurança no Mar
  7. Energia, Minerais e Biotecnologia…
  8. Ambiente e Conservação da Natureza»
  9. Serviços Marítimos
 
 

Nota: A SaeR ainda com Ernani Lopes irá mais tarde juntar as Cidades e o Turismo Geral a este agregado de Clusters

 
  
  
 

 


Todos os estudos e relatórios até então realizados, e nomeadamente o Relatório da Comissão dos Oceanos coordenada pelo Dr. Tiago Pita e Cunha (2004) apontavam no mesmo sentido do Hypercluster da Economia do Mar onde se diz:

“A visão estratégica a que tudo está subordinado é: tornar Portugal, na viragem do 1º. para o 2º. Q.XXI, num ator marítimo relevante, ao nível global. Para tanto, aquela visão comporta e desdobra-se em sete dimensões principais:

 

  1. O Mar como componente identitário da realidade e da existência de Portugal (no passado e no futuro);
  2. O Mar como espaço gerador de riqueza, poderio e prestígio;
  3. O Mar como fator estratégico global no séc. XXI;
  4. A economia do mar como propulsor do modelo de desenvolvimento da economia portuguesa; 5. (Re)colocar O Mar no centro do pensamento estratégico português, constituindo fator mobilizador e de coesão nacional;
  5. A economia do mar como (efetivo) potenciador da capacidade de resposta, por parte de Portugal, à sua questão estratégica fundamental no 1º.Q.XXI: a capacidade para, sim ou não, articular os 4 componentes decisivos da sua geopolítica, a saber: Portugal; Europa; África; Brasil;
  6. A estratégia para o Hypercluster da Economia do Mar, uma tarefa a ser sistematizada e consistentemente conduzida ao longo de todo o 1º. Q.XXI – tendo, certamente e sobretudo, permanentemente presente a visão de longo prazo, para além das já menos de duas décadas ainda por correr daquele período.” in Hypercluster da Economia do Mar SaeR Juntar pag

Esta ação veio a demonstrar-se, ser decisiva para o lançamento da Economia do Mar e da nossa ZEE alargada de forma integrada.

 

 

Estava então lançado em grande pormenor, o que devia ser:

 

  • O Motor de Longo Prazo Para O Desenvolvimento De Portugal: O Hypercluster da Economia do Mar.

 

Capaz de nos por num ciclo longo de desenvolvimento sustentado! Pareceria então, que achado finalmente o azimute e traçado o rumo, e estando os intervenientes todos de acordo, governo, empresas, e forças vivas da Sociedade Civil, que o caminho apontado em 2004, e detalhado em 2009, iria arrancar em força!

Mas não, o caminho têm sido tortuoso e cheio de escolhos, muito por perda de rumo causado, pela incompreensão de alguns, a que não tem faltado os elementos clássicos de ignorar e saltar passos dados já por outros, que não sejam dos queridos decisores políticos no governo do momento, só não se ignorando o que inevitavelmente seria por demais escandaloso ignorar, num comportamento que é geral e transversal a todos, incapazes de fazerem uma mera gestão participativa por objetivos, não obstante esta já ter sido explicada e ensinada por Peter Drucker no Management by Objectives, em 1954, no livro "The Practice of Management” ou a sua variante pós anos 90 Scorcard, ah! Mas assim não é moderno!...

 

Ou aplicam a usual desculpa de falta de dinheiro, e dizem que isso é com as empresas e a iniciativa privada, quando no tempo das vacas magras, embora gastem desbragadamente e no assessório descurando o essencial, no tempo das vacas gordas dos fundos estruturais.

 

Como se num País como Portugal, sempre com falta de meios na Sociedade Civil e nas PMEs privadas, algo se pudesse fazer sem o apoio do estado e sem este a dar o mote e puxar pela sociedade em geral e pelas empresas em particular, é assim desde sempre, não é de hoje nem de ontem, e remonta a tempos longínquos lá bem no fundo na nossa História, foi assim nos Descobrimentos, não será de outra maneira agora! Que não basta decretar “ide e multiplicai-vos, sede prósperos e dai-nos os impostos”, mais ainda agora que elas estão exauridas com estes anos de brasa que já vêm desde a entrada do euro, antes da crise de 2008, e agravada ainda mais neste últimos anos, desde a burocracia interminável, ao emaranhado legislativo e regulamentar, digno de um “Trivial Pursuit dos Horrores Administrativos”, muitas vezes antagónico e discricionário, quando não totalmente absurdo e sem sentido, o que aumenta a conflitualidade e a desistência pura e simples de investir por ser impossível ter meios financeiros para se esperar 5 a 10 anos para arrancar com um projeto, até à falta de linhas de financiamento e apoios financeiros, como capital semente ou de risco, num país em que as empresas sempre tiveram falta de capitais próprios.

 

Em 2005, durante o XXII governo este reviu a CIDPC criada em 1998, que deu lugar à Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), sendo os trabalhos coordenados pelo Dr. Manuel Pinto de Abreu, que veio a fazer um excelente trabalho no que lhe foi cometido para submissão da extensão da Plataforma Continental à Comissão da ONU, aguardando-se a sua aprovação sendo submetida essa extensão criada. Também em 2005 nesse mesmo ano, a Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar, foi instituída com a missão de elaborar a Estratégia Nacional para o Mar para o período de 2006 a 2016 (ENM 2006-2016), a qual foi aprovada em 2006.[13]

 

Em 2014 fez-se uma revisão, da Estratégia Nacional Para o Mar, que na realidade trata-se de uma nova estratégia, enxertada na anterior, para fazer face aos desenvolvimentos recentes da Politica Marítima Integrada (PMI) e a na exploração dos Oceanos, que não são explicitadas, e à necessidade de alinhamento da ENM com o horizonte da União Europeia. Sendo que o acerto de horizontes possa trazer benefícios na gestão de fundos comunitários suscetíveis de serem canalizados para o sector, verifica-se que se perderam alguns elementos que davam coesão e sentido ao todo da ENM anterior, quebrando-se os equilíbrios que uma estratégia de longo prazo tem que ter, faltando um plano de ação um uma matriz de avaliação, que corresponde ao trabalho da Comissão Interministerial Assuntos do Mar (CIAM) e da Direção Geral de Politicas do Mar (DGPM) que não se compreende como não seriam enquadráveis na ENM anterior, onde já estavam as 8 estratégias que são comuns a ambas, a saber:

i) Sensibilização e mobilização da sociedade para a importância do mar; ii) promoção do ensino e divulgação nas escolas de atividades ligadas ao mar; iii) promoção de Portugal como um centro de excelência de investigação das ciências do mar da Europa; iv) planeamento e ordenamento espacial das atividades; v) proteção e recuperação dos ecossistemas marinhos; vi) fomentar a economia do mar; vii) apostar nas novas tecnologias aplicadas às atividades marítimas; viii) defesa nacional, segurança, vigilância e proteção dos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional.” [14]

Desaparecendo no entanto, na Nova Proposta de ENM[15] as estratégias as seguintes: Conhecimento, O Planeamento e Ordenamento Espaciais, e a Promoção Ativa do dos Interesses Nacionais[16], O que não augura nada de bom!

Sendo que desde já o “ Crescimento Azul” da Comissão europeia se sobrepõe à estratégia nacional, dado que deveria ser o contrário já que Portugal têm interesses mais abrangentes nas políticas do Mar. Espera-se que comme d’habitude não se esteja à conta de um facilitismo para continuar a ser simpáticos bons alunos, a comprometer as gerações futuras. A visão para os Oceanos do Relatório da Comissão Mundial Independente para os Oceanos de 1998 é bem mais atual e completa, que atual visão deste ENM 2013-2020.

 

[1] AORN Palacio da Bolsa Porto.ano e link Mas tal, não era um impulso recente, já vinha desde os tempos em que foi Cadete no 7º CFORN em 1964 em que «à data da sua incorporação era Comandante da Escola Naval o então Comodoro António Morgado Belo e, pela primeira vez, numa perspetiva destacadamente inovadora, no âmbito das catividades culturais e com o propósito de completar a formação académica e técnica dos cadetes daquela Instituição, despertando-lhes o interesse por assuntos de maior atualidade, em 4 de Dezembro de 1964 o cadete da Reserva Naval Ernâni Rodrigues Lopes, proferiu uma palestra subordinada ao tema “Aspetos Gerais do Desenvolvimento Económico”» Na qual, o tema do desenvolvimento da economia usando o Mar é por ele pela primeira vez referido associado ao desenvolvimento económico.

Recordamos Ernâni Lopes muitas vezes, nos anos 60/70 em longas tertulias com o Almirante Morgado Belo, Com Ernãni Lopes a fazer uso da sua envolvente técnica oratória, quando se acabava sempre por chegar ao tema recorrente da História da Navegação dos Portugueses nos seculos XIV e XV, o favorito do Almirante, para puxar a conversa para a importância da Economia do Mar, um ponto a apoiar sempre no desenvolvimento Económico do País, para alem dos aspetos históricos, e nessas tarde de conversa se juntava muitas vezes o Comandante Vergílio de Carvalho, outro fortíssimo apologista do Mar como saída para a muito recorrente crise portuguesa, mesmo na altura!

[2] Tal como continuamente ao longo do tempo têm sido feito, entre outros pelo Almirante Leonel Cardoso, logo desde o Instituto de Defesa Nacional (IDN) 1977 com o «Novo Conceito de Direito do Mar A Zona Económica Exclusiva», e o Capitão de Mar e Guerra Vergílio de Carvalho, com a «Reflexões Sobre Politica de Defesa Nacional e Poder Militar» 1978 e o e fundamental «A Opção Europeia do Portugal Europeu» Mês 1984, a alertar já para o erro estratégico que ocorria com a desatenção que grassava na altura por todo o lado em relação ao Nosso Mar. Algo que é recorrente, tal como as crises, sempre que nos focamos exclusivamente noutros interesses, sem incluir nesses interesses O Mar.

[3] Ver texto do antigo Impulsionador da EPC Manuel Pinto de Abreu 2014 em: http://www.clusterdomar.com/index.php/temas/tema-central/71-moldando-o-futuro-do-mar-portugues-a-plataforma-continental-estendida

[4]

[5]

[6] Link da Comunicação http://comum.rcaap.pt/bitstream/123456789/1362/1/NeD108_Ern%C3%A2niLopes.pdf

[7] Associação Antigos Oficiais da Reserva Naval

[8] Relatório da Comissão Estratégica dos Oceanos de 15 de Março de 2004.

Link: http://www.cienciaviva.pt/img/upload/Relat%C3%B3rioCEO.pdf

2004 e «Portugal e o Mar» Tiago Pitta e Cunha, edições FFMS, 2011

[9] Idem Relatório da Comissão dos Oceanos

[10] Hypercluster: Agregado de cluster’s que têm algo em comum por definição do Porter

[11] Link http://www.saer.pt/up/UPLOAD-bin2_imagem_0955656001242642284-657.pdf 

[12] Idem 5 e Ernani Lopes e Outros in http://www.idn.gov.pt/publicacoes/nacaodefesa/textointegral/NeD108.pdf

[13]

[14]ENM 2006-2016; RCM 163/2006 de 12 de Dezembro

[15] http://www.dgpm.mam.gov.pt/Documents/ENM_Completo_Final.pdf

[16] Proposta 30 Medidas (Porto -Mar) e ENM 2013-2020 em discussão publica até 31 de Maio de 2014

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por cincolusosoceanos às 22:23

Sábado, 22.06.13

Back Again!

 

Austeridade ou Financismo?!
Quando do Crash de 2008 nos USA prometeram acabar com os produtos financeiros “opacos e sofisticados”, Subprime’s, CDS, Banquesurance Overnight´s, Swaps, Short Selling’s, Hedge Funds, Buy In’s, Off-Shores, Rating Agence, e as famosas Bubbles and Super Bubbles.  
Sendo mesmo elaborado o Relatório Podimata (Paraísos Fiscais e Corrupção ao mais alto nível) em 2011.
Tudo porque a desregulação dos mercados financeiros iniciada com a eleição de Reagan em 1983, mas  vinda já assente em algumas medidas tomadas desde a Administração Carter, após o abandono da conversão do dólar em ouro feita por Nixon, e os yuppies de Wall Street que inspirados pelos Chicago Boys, conseguiram por tudo a andar em roda livre.
A introdução de algoritmos matemáticos, e programas automáticos de licitação e decisão em tempo real, Criados Para Maximizar O Lucro Custe O Que Custar, muitas vezes baseados quase que exclusivamente na Teoria Matemática dos Jogos, conjugada com a possibilidade de licitação Overnight em continuo  e em tempo real  a nível global, só veio piorar tudo, fazendo repetir com enorme frequência a ocorrência de Cisnes Negros Financeiros, um pouco por todo o lado. A Ganância dos CEO’S e Accionistas, sempre procurando os seus prémios milionários, quer de desempenho e quer de repartição de lucros, na maioria dos casos, exigindo lucros a dobrarem em cada ano, fizeram o resto!  
Até porque todos se podem detestar, e estar todos em litígio com todos, mas logo que se põe a questão de como ganhar mais dinheiro e maximizar os proveitos, e ficar na tabela dos 10 mais, no meio de tudo sobressai logo uma bissectriz comum, que informalmente tarde ou cedo é implantada, e lá se vai a Responsabilidade Corporativa e a Ética e os Valores. Até porque se um o não fizer outros o irão fazer e lhes passam para a frente, e isso é demais para eles! É este movimento inorgânico comandado por uma Logica Fuzzy de Grupo de Interesses, que arrasta tudo para um Movimento Concertado, Auto Comandado, que não devia ser concertado mas, acaba por o ser!
 
Obama, tenta desde que foi eleito ser ouvido na necessidade de uma regulação firme e efectiva, e com todas as suas dificuldades, ainda consegue que se aprove a regra Volker e a lei  Dodd-Frank em 2010, mas a sua implementação rápida é muito dificultada, e tudo anda muito devagar, com a oposição dos Lobbys da Finança Desregulada e dos seus Aliados Politicos, atravarem tudo o que podem, mesmo assim consegue-se levar responsaveis à barra dos tribunais, para alem do tristemente emblemático Madoff, uma serie de CEO’s  dos Private Equity e de alguns Bancos Maiores.
Krugman e Stiglitz verberam a excessiva desregulação do sistema, mesmo antes de 2008, e tentam desde lá serem ouvidos pelos seus pares!
 
Até George Soros, ele próprio um especulador financeiro, e Warren Buffet o terceiro investidor mundial, estão há muito a pedir uma repartição mais justa dos impostos e um travão na especulação. Até porque não convém matar a galinha dos ovos de oiro!
O resultado do não controlo efectivo dos mercados resultam na tomada de medidas de Pirro, no controlo da Super Finança Especulativa e dos Super Bancos seus aliados, e os seus "Produtos Financeiros" estão cada vez mais opacos, e têm tanta “Sofisticação Estrutural”, que se transformaram ainda mais em “Esquemas Piramidais em Roda Livre”!
 
A especulação deslocou-se então para o “Jogo dos Ratings das Dividas Soberanas”!

Tudo irá estoirar irremediavelmente na próxima crise, causada por uma bolha qualquer, ou por medidas tardias, mal estruturadas e insuficientes como aquelas que têm sido usadas na EU!

E por cá?! 
Por cá prometeu-se Renegociar as PPP, e Moralizar as Finanças Publicas, Repartir os Sacrifícios, Minorar o Compadrio, a Corrupção e o Videirismo!   Minorar Só, diga-se de passagem, não acabar!  
Mas nada feito! Só há Jotocratas seguidistas partidários, na maioria oriundos dos tristemente celebres Conselhos Nacionais da Juventude (C.N.J.) de 83 a 89, de um lado e do outro,  enredados entre a carreira partidária e  a carreira nas empresas, a que emprestam o seu nome como bandeira. As excepções que as há felizmente, só confirmam a regra. O resto é o maior farisaísmo no mais alto nível do estado!

Não se têm nenhuma noção de Geoestratégia, por muito elementar que seja, nem demonstram saber a simples  Geografia Económica e a História Económica, dos últimos 500 anos, nem o mais elementar sentido de bem publico! 
Será que não aprenderam nada, nos cursos que dizem que tiraram, ou mesmo na pouca vida que têm!?
 
Os resultados, nem lá nem cá estão a resultar em algo parecido com uma rápida moralização do sistema!  

Ao se entregar a condução dos destinos das Nações aos “Políticos de Pacotilha” e aos mesmos Financeiros e Consultores que causaram a crise, por mor de uma quimérica e suposta pureza e eficácia tecnocrática, manteve-se a mesma forma de actuar, agora sob a forma de impostos draconianos para salvar as Dívidas Soberanas, secando a classe média e mesmo a média alta de toda a liquidez, proletarizando-a, e remetendo a classe baixa menos qualificada, para a mais abjecta miséria! Meros danos colaterais! Tem que ser é inevitável, dizem!...
Não se faz objectivamente mais, do que perpetuar o “Capitalismo de Casino” por mor dos Mercados, porque “Os responsáveis políticos comportam-se demasiadas vezes como marionetas que se preocupam, sobretudo, em não incomodar o festim dos banqueiros” (Serge Halimi Le Monde Diplomatique, Maio/2011, 1), tanto mais porque, tal com dizia David Millard, “longe de serem naturais os mercados são políticos”.  
Está assim estabelecido o “Fascismo de Mercado” tal como previsto em 1980 por Bertram Gross e Paull Samuelson!   

Fica claro que:  
1-Não É por Incompetência.   2- Não É por Inabilidade   3- Não É por Não se Darem ao Trabalho de Olhar para os Números que Eles Próprios Publicam   4-Não É por Não Terem Opinião Própria   5- Não É Sequer por Pura Burrice.
É: 
A-Metodicamente Planeado   B-Metodicamente Propagandeado   C-Metodicamente Generalizado   D- Metodicamente Executado   E-Metodicamente Global 
 
Donde se conclui que:
 
Que se TRATA DE UMA URDIDURA GLOBAL, DA USURA E DA GANÂNCIA, DO FINANCISMO INTERNACIONAL!
 
O que denota a falta de ética das concepções do Financismo Internacional e dos seus apoiantes Neo-Qualquer-Coisa, a que toda a austeridade não atinge, e que passam impassíveis, altivos e soberbos, perante o desespero dos outros. Até que este Financismo Internacional, que na realidade do dia-a-dia dos últimos cinco anos se tem provado ser um Fascismo de Mercado, puro e duro, tenha que ser travado!  
Tal como o outro da década de 40, por uma nova convulsão mundial, também não pacifica, que obrigue pelo horror da sua devastação a tomar medidas drásticas e reais e efectivas, mais uma vez, como as que foram tomadas com o New Deal e o Keynesianismo!  
 
Tudo está capturado ainda, pelo Financismo e pelos Banksters ao seu serviço, a começar nas Academias e a acabar nas Politicas!  

E os povos?

Os povos, esses são meros activos, já que são os melhores robots, providos do melhor ordenador neuronal do momento, abundantes e muito baratos, e perfeitamente descartáveis, quando já não forem úteis e necessários para eles.

Traduzindo-se o seu descartar em um mero dano colateral nos activos, tudo gizado num Neocartesianismo, que tal como o seu Neoliberalismo é serôdio, e mera capa teórica visível da pseudo-respeitabilidade, que atribuem, aos seus verdadeiros intentos sociais Neodarwinistas!

Mas isto tudo, nada tem a ver com o Capitalismo Saudável, o da Livre Concorrência e da Livre Iniciativa e da Responsabilidade Social Corporativa!  
O Tal, que mesmo na sua grande imperfeição, e à falta de outro sistema comprovadamente melhor, ao longo dos anos tem demonstrado ser útil e produtivo para o progresso dos povos, o mesmo que na sua muito inegável grande imperfeição, é mesmo assim, o mais eficaz de todos os sistemas económicos e financeiros, até agora experimentados! 
 
Exige é ter uma Regulação Efectiva real, norteada por muita Ética e Valores, e  exercida de forma muito Firme e Ferreamente Activa e Vigilante!

Até porque:

"Ser governado pelo dinheiro organizado é tão perigoso como ser governado pelo crime organizado” F.D. Roosevelt 
 
JB
 
Imagens, Concatenação nossa de: Gráfico da OECD Household debt e do excelente desenho com foto de Derck-Bacon/AP, todas publicadas em The Economist.

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por cincolusosoceanos às 22:00

Sábado, 22.06.13

O Porquê De Tanta Falta De Estratégia!

 

Mas alguém liga alguma coisa aos técnicos que se têm nos ministérios!?

 

 Desde que seja divergente da sua opinião, não valem nada!.

 Mesmo que essa opinião seja normalmente assente em mitos, falácias, e dogmas ocos e bacocos, e estudos feitos nos gabinetes da moda sempre pagos a peso de ouro, e estranhamente sempre coincidentes com os sound bites do slogan do momento.

 

 De facto desde a destruição dos gabinetes de planeamento estratégico, que existiam, e sempre existiram, juntos dos nossos Ministérios até começarem a ser desmantelados nos anos 86/89, porque alguém, que nunca se enganava e raramente tinha duvidas, e que estava farto das “forças de bloqueio”, levou à destruição das heterogêneas equipas multidisciplinares, que funcionavam como Tink Tank’s de apoio à decisão em cada ministério, até porque diziam, já não fazia sentido os “planos de fomento”, porque agora somos modernos e não é preciso isso! Já não se usa, é coisa do passado! Pois!

 
Depois foi o roda e bota fora, da troca dos teus pelos meus, e de seguida os estudos dos gabinetes pagos a peso de ouro, e incapazes de projectarem uma estratégia pensada, para a sustentabilidade do nosso futuro a médio e longo prazo, e muito mais permeáveis aos eternos lobbys, e muito, muito mais, promíscuos com o poder do momento, que lhes paga os estudos a realizar e os sustenta!

 

 Isto enquanto se entrava para uma EU não homogénea em termos fiscais, assimétrica economicamente, sem um BCE plenipotenciário e independente, nem uma administração central nomeada a partir de um parlamento eleito equitativamente, (como nos EUA), sem uma língua comum, nem uma cultura comum, e com uma mobilidade de trabalho muito limitada, pelas leis e pela diversidade de idiomas, e pelas diferenças de formação para o mesmo nível escolar, tudo a caminho de uma moeda única já!

 
EU, essa, que SÓ a boa vontade e a visão idealista dos pais fundadores mantinha em marcha! Afastados eles, sem que os problemas acima apontados tenham ficado resolvidos, o projecto de EU vai-se desfazendo dolorosa e inexoravelmente!

 

Por cá a Academia nunca pode substituir esses gabinetes porque eles devem ter todos os sinais vindos das nossas representações, comerciais e diplomáticas, e os resumos mensais dos serviços de intelligence, e as informações do nosso tecido Económico Privado, Industrial, Comercial e de Serviços, a que as empresas privadas normalmente não têm acesso, a menos que se trate de Empresas Grandes, (para o nosso universo), e que possam pagar a consultores especializados, e ainda tenham um gabinete de estratégia interna que faça o cruzamento da informação vinda do mercado com a das consultoras especializadas, sem ser de forma Empírica e por “Actos de Fé”!


Todas as outras empresas privadas, ficam assim condenadas a serem guiadas ao sabor da corrente, e da intuição dos seus mentores, donos, sócios e accionistas, e de uma ou outra feira nacional e internacional, sempre sectorial, e uma mão cheia de seminários e revistas, o que sendo melhor que nada, é muito pouco, para ganharmos a batalha do progresso e do desenvolvimento sustentado em ciclo longo, num mundo em caminho para uma inexorável maior globalização!

 

 E Tínhamos A Obrigação De Saber Isto, Pois Ela, A Grande Globalização, Até Foi Começada, Continuada, E Alargada Por NÓS!

 

JB

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por cincolusosoceanos às 21:53

Sábado, 22.06.13

Que Estratégia? Sair Do Euro!? Ou Talvez Não!

É falso que nos falte recursos próprios!

 

Todo o trabalho está feito desde:

 

Ernani Lopes, no relançamento da nossa economia. Com os planos para as Cidades Médias com a Cultura o Turismo Cultural e os Centros de Excelência, o Cluster do Mar e a nossa ZEE, a Reindustrialização, e o lançamento da Industria da Saúde de Excelência, aproveitando os excelentes profissionais que temos, e mesmo alguma estrutura excedentária, de forma complementarem à Industria Turística.

Por outro lado no Cluster do Mar é fundamental reactivar as Escolas de Marinha e Patrão de Costa  e por as Pescas  a funcionar outra vez, e a pesca moderna de alto com pesqueiros fábrica, a pesca de costa de forma sustentada e relançar as nossas frotas pesqueiras de mar alto usando inicialmente a nossa ZEE e os acordos com os PALOP.

Reconstruir a nossa Industria Ligeira Elétrica e Electónica e Mecânica, e um restrito grupo de Industria pesada da Industria Siderúrgica para metais e ligas finas ferrosas e não ferrosas e ferro maleável e de reciclados, em parceria com a nossa excelente indústria de moldes, reanimar a construção naval de médio e porte para navios especiais, a única que pode ter valor acrescentado, pesqueiros fábrica inclusive. Uma Industria de Meios de Transportes  e Ferroviária nova, e é isso mesmo, de volta a uma nova Sorefame em moldes modernos. A Industria Química de Síntese Ligeira e Farmacêutica, e escolher bem na Industria pesada promovendo só a que acrescentam valor, e não é muito poluente, e alguma petroquímica transformadora para fibras e afins, etc. Por os portos a trabalhar, especialmente os de águas profundas, tanto mais agora com a abertura do renovado canal do Panamá. Sempre foi mais rápido e barato ligar ao resto da Europa via rota marítima do que terrestre, mas preparar a ligação ferroviária de mercadorias e pessoas ao centro da Europa como alternativa pela via Irum/Andaia. Dinamizar os aeroportos e aeródromos internos para que sirvam tal como em todo o lado, para além das ligações rápidas de pessoas, como via de escoamento de hortofrutícolas em fresco, é idiota que a Vitacresse tenha que ir a Faro de camião, despachar produto para a Europa, com Beja meio inactivo devido aos custos do landing, e falta de ligações ferroviárias de jeito.

Concluir a rede de barragens e a rede de eólicas que lhe deve ser adstrita, mas de forma contidas e sem gastos excessivos e luxos arquitectónicos, já que não se quer apostar na energia Nuclear com urânio não enriquecido, embora sejamos detentores das maiores reservas da Europa.

Explorar as reservas de Gás que se sabem existir na ZEE, tudo para que se possa ter uma energia a custos suficientemente baixos para ajudar a viabilizar esta renovação. O que será mais simples também anulando a carga de impostos com que se sobrecarrega a energia cá!

As nossas grandes reservas de agua potável subterrânea de excelente qualidade e muita dela com interesse geotermal

 

Ribeiro Teles, e a sustentabilidade da Nova Agricultura, virada para os hortícolas e a agro-indústria de frescos, e da horta-jardim para o auto abastecimento das populações e a exportação. Se for resolvido o problema de seguros agrícolas de colheitas, A Agricultura como sector primário pode ser florescente, no arroz não há problema pois até já somos exportadores, a maioria  do trigo deve importa-se, e para o milho e outros e para forragens usa-se o regadio do Alqueva e os estuários dos rios abaixo do Douro, que foi para isso que foi previsto desde sempre, o resto é para agro-indústria de frescos, onde só há que por os terrenos do Oeste e do Ribatejo, e do Minho e Algarve a produzir como deve de ser, em hortofrutícolas e em estufa onde necessário, para aproveitar o nosso clima, em contra apanha, em relação aos mercados de exportação, e o litoral Alentejano e o Planalto Transmontano complementarão as restantes necessidades de exportação e abastecimento local, o terreno sobrante com menor capacidade hortofrutícola deve ser reservado para terreno de floresta tradicional, sem pinheiro nem eucalipto intensivo em terrenos de aptidão agrícola ou silvícola e floresta tradicional, e sobreiro, castanheiro, azinho, oliveira, frutícolas e produção produtos tradicionais DOP certificados. Na agropecuária a aposta será no gado de menor porte em pastorícia, excepto no Ribatejo alguma Zona Centro Trás-os-Montes e Açores para o gado maior e leiteiro como tradição!

 

Norberto Pires, e outros que o antecederam com a mesma visão empreendedora, como Carvalho Rodrigues e José Tribolet. Manter o esforço que havia nas Novas Tecnologias, as Nanotecnologias, e as Técnicobiologias, e nas tecnologias de ponta em todos os sectores, como estava a haver até 2010, até termos massa critica nestes sectores. Repor a nossa rede de laboratórios de ponta do estado, LNEC, INETII, Energia Nuclear, Física de Materiais U.L. ISQ, Agrícola e Tropical, Biologia Marítima, etc. e apoiar todos os laboratórios de Investigação e Ciência de Universidades e Institutos, a Todos os Nossos Novos e Velhos Cientistas de todos os centros de Excelência de Investigação Científica Pura e Aplicada.

Rocha Gomes, na recuperação dos nossos recursos Minerais Terrestres e da ZEE Porque entre recursos minerais Terrestres e na ZEE, é um mundo enorme para explorar, deste termos das melhores reservas europeias, a 2 maior reserva de cobre, a primeira de ferro, uma muito boa reserva de Urânio em excelente quantidade e qualidade, uma das maiores em Tungsténio, uma das maiores do mundo em Terras Raras para as novas tecnologias, umas importantes reservas de ouro, entre outras como as rochas ornamentais. Até às riquezas da ZEE, que vão desde os minerais às reservas energéticas principalmente gás. Devemos é usar tecnologias de ponta, que as há e bem baratas para fazer isso, e usar empresas obrigatoriamente nacionais e de capital maioritariamente nacional, nem que aqui se tenha que actuar através de um IPE Mineiro, mas muito bem controlado. Há ainda excelentes Engenheiros. de Minas formados pelos Institutos e Faculdades que ainda sabem da matéria como ninguém!

João Amaral, no como nos livrarmos do euro e recuperar o musculo de uma moeda nossa. Nem que para isso tenhamos de passar por uma moeda dupla, como já preconizado por Manuela Ferreira Leite e outros.

 

Há muita coisa a fazer e muito por onde nos tornarmos relevantes!

É necessário sair deste pântano "europeu" largar o euro se for necessário, e a fé messianica e salvifica na Europa, e voltar-nos para a nossa vocação de construtores de pontes aí pelos 5 Oceanos ligando gentes e continentes!
Por cá, bastava consumirmos preferencialmente Made In Portugal durante 5 anos, para recuperar os nossos Transaccionáveis e o nosso Sector Primário e Secundário! Depois mais 5 de consolidação e não mais a nossa balança de pagamentos seria deficitária! De seguida manter o consumo de produtos nacionais Sempre! Fabrica-se em Portugal compra-se, Não se Fabrica em Portugal Não se compra! Simples

 

Devemos Usar o fundamento teórico da uma nova gesta portuguesa de um Agostinho da Silva, José Adelino Maltez, Renato Epifânio, Miguel Real e Eduardo Lourenço, e Adriano Moreira, Garcia Leandro, Loureiro dos Santo e Pezarat Correia, aplicada com a sociologia de um Vitorino Soromenho Marques e de Boaventura Sousa Santos.
Isto para só falar nos principais e mais conhecidos, não esquecendo as análises de um José Gil, e José N. Rodrigues e Tessaleno Devezas!

Ao contrário dos que nos tem impingido é  falso que não tenhamos recursos próprios! Temos recursos, nossos e suficientes!  

Só não teremos recursos próprios se estiverem todos concessionados a pataco, aos amigos, nas empresas amigas, dos amigos, mas isso também é algo que se resolve revogando as concessões que tiverem  sido feitas com a intenção de prejudicar o estado e consequentemente os Nossos Cidadãos!

 

Demonstra-se assim até à saciedade, como é a ausência de um plano minimamente pensado e detalhado QUE é necessário para focar o País em objectivos reais!
O que seria necessário era então um Plano Geoestratégico Nosso, que dê base de sustentação a um Plano Geopolítico Nosso, realmente pensado por Nós para Nós, e para nos defender da Geopolítica dos outros, e projectar o nosso desenvolvimento sustentado futuro.

 

Ambos os Planos de geometria variável e altamente adaptáveis, tal como o foram assim, no tempos de D. João I a D. João II, por forma a nos lançar em uma senda de desenvolvimento sustentado, com base nas nossas características como pessoas, a partir dos nossos recursos, e assentes numa matriz de Saber e Conhecimento e Inovação, e executados com gestão prudencial dos meios e recursos.

Lançados com a Diplomacia e a Pedagogia necessárias para serem mobilizadores das vontades dos cidadãos, e do bem comum, mas de forma apaixonada e activa, para acordem em Nós o espírito do Engenho e da Arte de Bem-fazer, e da Vontade de Superação, tão Nossa, tão Portuguesa!

 

Banindo desde já, os anos e anos de videirismo vazio ao sabor da moda do momento, e da burocracia em excesso, dos papelinhos e pareceres e das licenças e autorizações, sempre permeáveis à corrupção, e a morosidade da justiça, que se arrasta no tempo, minando a confiança de investidores nacionais e internacionais e dos cidadãos. Renovando a nossa democracia, com a maior participação individual dos Cidadãos, com a possibilidade da sua eleição uninominal, e a institucionalização da maior participação da Sociedade Civil, numa organização na linha das nossas tradições municipalistas!

 

Então sim!
Se nos quiserem na EU, será com este espírito e desta forma!
De outra maneira… Não merece a pena estarmos!
Está tudo feito, só falta a chispa no iniciador, que catalisadores já há nesta conjuntura! Por isso mão à obra!
É HORA!
Porque não?!!!
E Nós Vamos Estar à Espera De Quê?

É Hora!

JB

 

 

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por cincolusosoceanos às 21:45


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